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A Importância da Mandioca

Confira o artigo sobre a importância da mandioca, escrito por Tito Carlos Rocha de Sousa, et all.

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1.1 – A importância da mandioca no mundo

A cultura da mandioca está estabelecida, mundialmente, entre as latitudes 30º N e 30º S, principalmente nas zonas tropicais das Américas, África e Ásia. A espécie constitui-se num dos principais alimentos energéticos, componente cotidiano da refeição de cerca de 1 bilhão de pessoas em 105 países, sobretudo naqueles em desenvolvimento. É a terceira fonte de calorias (depois do arroz e do milho).

Rica em carboidratos, a mandioca é usada tanto na alimentação humana quanto na animal. Sua principal parte são as raízes tuberosas, onde se concentra maior quantidade de fécula. Por isso serve como base para a alimentação humana (in natura e na fabricação de farinhas e polvilhos, entre outros). Para a alimentação animal, aproveitam-se tanto as raízes quanto a parte aérea.

Entre 1961 e 2007, a produção mundial de raízes de mandioca cresceu de 71.262.039 para 214.515.149 toneladas, crescimento médio anual de 2,5%. Quanto à área cultivada, no mesmo período, ocorreu crescimento de 9.623.856 para 18.555.276 hectares, incremento médio anual de 1,5%. A produtividade cresceu de 7,4 para 11,6 t/ha, incremento médio de pouco menos de 1% ao ano (Tabela 1).

Considerando o ranking das 20 maiores produções agrícolas no mundo em 2007, a mandioca está na décima posição em termos de quantidade produzida, com 214.515.149 toneladas, abaixo de cana-de-açúcar, milho, arroz, trigo, leite de vaca in natura, batata, beterraba, legumes frescos e soja. E acima de cevada, tomate, batata-doce, melão, carne de porco, leite de búfala in natura, banana, carne de frango, couve e uva. Em valor monetário, situa-se na 20ª posição, com a cifra de US$ 14.051.950 (Tabela 2).

Considerada a média mundial de produtividade obtida em 2007 (11,6 t/ha), observa-se que uma só região continental, a África, está abaixo (8,8 t/ha) do nível mundial. A Ásia situou-se na primeira posição (19,1 t/ha), seguida pelas Américas (13,0 t/ha) e pela Oceania (12,3 t/ha), respectivamente (Tabela 3).

Em 2008, a situação permaneceu a mesma entre os quatro continentes: a África foi o maior produtor mundial, responsável por 50,70% de toda a produção, seguida pela Ásia (33,80%), as Américas (15,40%) e a Oceania (0,10%). Em questão de produtividade, destacaram-se: Ásia (19,9 t/ha), Américas (13,2 t/ha), Oceania (12,5 t/ha) e África (9,8 t/ha), e a produtividade mundial cresceu 0,9 t/ha, mantendo a tendência indicada pela série histórica 1961-2007 (Tabela 4).

O continente africano, principal produtor mundial de mandioca, possui a produtividade mais baixa do ranking, devido ao baixo nível tecnológico da produção, incidência de doenças como mosaico africano e bacteriose, e grande ocorrência de pragas. Nesse continente, são consumidos principalmente os derivados da mandioca, que em geral passam por um processo fermentativo, o que equivale à farinha de mandioca consumida no Brasil.

Já na Ásia, primeira colocada no ranking referente à produtividade, o principal destino da produção é a indústria. Com relação à Oceania, o que se pode observar é que os números de produção em relação aos demais continentes são inferiores.

1.2 – A importância da mandioca no Brasil

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de mandioca, com pouco mais de 1 milhão de hectares plantados, produção de 26.541.200 t e produtividade de 14,0 t/ha. Ocupa a terceira posição no ranking mundial, atrás da Nigéria (43.410.000 t) e da Tailândia (26.915.541 t). Os outros grandes países produtores são Indonésia (19.988.058 t), Congo (1 milhão de toneladas) e Gana (9.650.000 t) (Tabela 5).

Segundo o IBGE, a produção nacional de mandioca, em 2008, foi de aproximadamente 26,7 milhões de toneladas, com rendimento médio de 14,1 t/ha de raízes. Os principais estados produtores foram Pará (18%), Bahia (16,3%), Paraná (12,5%), Maranhão (6,5%), Rio Grande do Sul (5%), Amazonas (4,3%), São Paulo (3,9%), Ceará (3,5%) e Minas Gerais (3,3%). Em conjunto, eles perfazem 73,2% de toda a produção do País (Figura 1).

Na distribuição da produção pelas regiões geográficas brasileiras, também em 2008, destaca-se a Região Nordeste, com 36,8% da produção nacional, mas seu rendimento é de apenas 10,7 t/ha. As participações das outras regiões são: Norte (28,7%), Sudeste (8,8%), Sul (19,7%) e Centro-Oeste (6%) (Figura 2).

As regiões que mais consomem mandioca são Norte e Nordeste, em forma de farinha. Nas regiões Sul e Sudeste, onde os rendimentos são 20,4 t/ha e 18,2 t/ha, a produção se destina mais às grandes indústrias de fécula e farinha, principalmente no Paraná, em São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.

A mandioca de mesa geralmente é comercializada in natura, em feiras livres e supermercados, durante todo o ano. Também pode ser encontrada minimamente processada, congelada ou refrigerada, pré-cozida e em forma de “chips”. A mandioca destinada às indústrias é usada principalmente para fabricação de farinhas e féculas, para composição da alimentação humana.

A farinha de mandioca exerce papel importante na dieta brasileira. Consumida pelas mais variadas classes de renda do País, é o produto derivado da raiz de mandioca de maior popularidade.

O uso da fécula de mandioca é amplo, sendo utilizada na forma fermentada, modificada e in natura (Figura 3). Ela pode ser empregada desde a base alimentar, como aditivo na fabricação de embutidos, leite em pó, chocolates, balas, biscoitos, sopas, sobremesas, sagu e pão, entre outros, e até como insumo eficiente na produção de colas e embalagens e nas indústrias farmacêuticas, de mineração, petroleiras e têxteis.

A produção de fécula brasileira em 1994 foi de 290 mil toneladas e, em 2001, foram produzidas 575 mil toneladas (Figura 4), o que representa crescimento pouco superior a 150% na produção comparada à de 1994.

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Ou clique no link:

https://go.agriconline.com.br/pass/?sck=portal

Fonte

FIALHO, Josefino de Freitas; VIEIRA, Eduardo Alano. Mandioca no Cerrado: orientações técnicas. Planaltina – DF: Embrapa Cerrados, 2011.

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Murilo Salvador
Murilo Salvador
Técnico Agrícola com Habilitação em Agropecuária (IFES); Licenciado em Ciências Agrícolas (IFES) e Bacharelando em Medicina Veterinária (UNESC).