pimenta-do-reino (1)
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Aspectos Gerais Sobre a Cultura da Pimenta-do-reino

Confira o artigo sobre os aspectos gerais sobre a cultura da pimenta-do-reino, escrito por Projeto PAS Campo.

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1. Botânica

A pimenteira-do-reino (Piper nigrum L.) é uma espécie perene, semi-lenhosa e trepadeira. O gênero Piper pertence a classe das Dicotiledôneas, ordem Piperales e família Piperacea. O caule é formado por duas partes distintas: a haste central que possui raízes adventícias, grampiformes, que se originam nos nós e aderem livremente no suporte (ramo ortotrópico) e as hastes laterais que são desprovidas de raízes aderentes e cujas gemas originam as flores e frutos (são chamados ramos de frutificação ou plagiotrópicos). As folhas são pecioladas e localizadas à altura dos nós existentes nos ramos.

O sistema radicular possui 3 a 6 raízes laterais fasciculadas, localizadas na maior parte numa profundidade de até 30 cm, num raio de aproximadamente 60 cm em torno da planta e uma raiz central, que ajuda a fixar a planta no solo. A inflorescência é uma espiga que pode atingir 10 a 12 cm, composta de floretas aperiantadas. A fecundação normalmente se dá entre flores diferentes de uma mesma espiga (geitonogamia). O fruto é uma drupa séssil, indeiscente, proveniente de um único óvulo. Quando maduro, o fruto possui de 4 a 6 mm de diâmetro e a casca adquire coloração avermelhada. A semente apresenta o endosperma esbranquiçado. No Pará, a maturação ocorre no período de junho a setembro e no sul da Bahia e Espírito Santo há dois períodos de maturação, março a abril e outubro e novembro. O intervalo entre floração e maturação e de seis meses.

2. Regiões Produtoras

No Pará, existem áreas plantadas com pimenta-do-reino em quase todas as regiões do Estado, sendo que os principais municípios produtores estão situados no nordeste do Estado, especialmente nos municípios de Tomé-Açú, Acará, Concórdia do Pará, Cametá, Mocajuba, Baião, Igarapé-Açú, Santa Maria do Pará, Bragança, Aurora do Pará, Ipixuna do Pará, Capitão Poço, São Miguel do Guamá, Bujaru e Santa Isabel do Pará, mas também é possível encontrar grandes plantações em municípios de outras regiões, tais como: Monte Alegre, Placas, Rurópolis, Uruará, Altamira, Dom Eliseu, Paragominas e Rondon do Pará. As áreas de produção do Espírito Santo se concentram no norte e da Bahia na região denominada Baixo sul.

3. Importância Socioeconômica

A pimenta-do-reino é considerada a mais importante especiaria consumida no mundo e um dos principais produtos agrícolas da pauta de exportações do Estado do Pará. Apresenta grande importância socioeconômica, como geradora de renda para famílias rurais, chegando a empregar cerca de 50 mil pessoas no período da safra, e divisas em torno de US$ 50 milhões por ano através das exportações.

Em termos de produção nacional, o Pará é o maior produtor/exportador dessa especiaria contribuindo com cerca de 87% da produção brasileira, seguido do Espírito Santo, Bahia, Maranhão e Paraíba.

No cenário mundial, atualmente o principal produtor é o Vietnã, seguido de Índia, Indonésia, Brasil, Malásia, Tailândia, Sri Lanka, China e outros. Desses países são membros da Comunidade Internacional da Pimenta-do-reino (IPC), a Índia, Indonésia, Brasil, Malásia e Sri Lanka.

Nos últimos anos, em ordem de importância, os maiores mercados importadores da pimenta brasileira são os Estados Unidos (em média 40% do total exportado), Holanda, Alemanha, Espanha, México e França.

Uma das grandes características do comércio de especiarias e particularmente da pimenta-do-reino é a instabilidade de preços junto ao mercado internacional, devido às oscilações da produção anual e disponibilidade do produto, entre outros.

FAÇA A SUA ASSINATURA

Ou clique no link:

https://go.agriconline.com.br/pass/?sck=portal

Fonte

Projeto PAS Campo. Manual Segurança e Qualidade para a Cultura da Pimenta-do-Reino. Brasília – DF: EMBRAPA/SEDE, 2004.

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Murilo Salvador
Murilo Salvador
Técnico Agrícola com Habilitação em Agropecuária (IFES); Licenciado em Ciências Agrícolas (IFES) e Bacharelando em Medicina Veterinária (UNESC).